Lei (uma releitura de) Judas 06
Desde que ela morreu vejo o mundo como um grande túmulo... gostaria
agora de lançar luz em seu coração sobre a verdade das coisas, um poço de
sensibilidade...meu trabalho exigia frieza...e quanto mais ao frio se acostuma,
mais frio se torna em roubar! Pois não foi minha vontade, o que foi feito
naquela noite fiel. Bem, estes dois já não podem falar mais, e que estás tu a
tentar dizer. Só queríamos expulsar os Romanos. E se não existem palavras eu as
dava aos cegos para ter o que comer. No formato de pão. Cuidado com o que
dizes. Os espiões de Pilatos estão em todo o lado. Os Romanos controlam as
estradas e as caravanas. Quando se tornou proibido entregar comida aos
famintos. Controlam a cidade, tudo que seja os impostos e o ouro, aproveitam as
colheitas, e tornam muito difícil escondê-las. Ou trabalhas para os Romanos e
estafas-te por uma ninharia, ou acabas como eles. O que querem desta vida?
Vinho, dinheiro e putas. O mesmo que ele, mas mais putas. Meu bom Pilatos, não
conheces toda a verdade. O herói era distinto, mas sua língua era venenosa. Ele
caluniou a mulher que Barrabás amava. São futilidades que não deverias
incomodar-te, Caifás. Quando outro dia ouvi outra voz...Não importa o motivo
que teve, continua sendo um crime. Quem querem que eu solte, o assassino
Barrabás, ou Jesus chamado Cristo? Barrabás, Barrabás!



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